Paraíba prepara rede de serviços de saúde para possíveis casos de coronavírus

Devido aos casos da doença respiratória na China, causada pelo novo coronavírus, o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta a população acerca dos sintomas e formas de prevenção e está preparando profissionais de saúde para atenderem casos suspeitos da doença.

Na Paraíba, as medidas incluem divulgação de nota técnica para os profissionais de saúde indicando o fluxo de atendimento, unidade estadual de referência para tratamento, além de orientações de vigilância em saúde e medidas de prevenção para a população e profissionais de saúde. O monitoramento de Portos e Aeroportos são realizados pela Anvisa. A nota técnica será publicada nesta segunda-feira (27), segundo as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Medeiros, afirma que na rede estadual da Paraíba há uma estrutura hospitalar preparada para atender casos suspeitos de coronavírus que é o Complexo de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga, em João Pessoa. Ou seja, qualquer caso que se encaixe no perfil deve ser solicitado a transferência para o hospital. Na eventualidade de ser identificado alguma vítima em outro serviço da rede, está previsto até o transporte aeromédico para garantir o melhor tratamento disponível para este paciente.

O secretário também falou sobre a possibilidade de adquirir Equipamentos de Proteção Individual (EPI) em maior volume, caso seja necessário, além de aumentar a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, como sugere o protocolo do Ministério da Saúde.

Sobre os sintomas, é recomendado à população que "se tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de 14 dias após viagem para China ou contato direto com pessoa com caso confirmado de coronavírus, deve buscar imediatamente um serviço de saúde", alerta o secretário de estado da saúde, Geraldo Medeiros.

Sobre o Coronavírus

Coronavírus é um vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, recentemente identificado na China. Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e animais.

Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante na saúde pública como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARG), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

Até o momento, mais de 1,9 mil pessoas já tiveram diagnósticos de coronavírus confirmados na China e 49 estão curadas. Ao todo, 56 mortes, todas localizadas na China, estão relacionadas com a doença. Além disso, 16 países registraram casos da doença, nenhum deles na América do Sul.

Não há nenhum medicamento específico para conter o coronavírus. O tratamento indicado inclui repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

Orientações para reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus

  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

G1 PB

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