Sobre o abraço do Dráuzio, por Pastor Jader Medeiros

Primeiro de tudo, parabéns pela postura humilde Dr. Dráuzio. Tanto de fazer o que fez quanto de pedir perdão à família que se ofendeu com o feito. Explico: Tudo isso nos faz perceber que há certas misericórdias (melhor seriam todas) que devemos exercer no anonimato. Salvo aquelas necessárias de prestação de contas é claro. Digo isso porque aprendi que muitas vezes querendo curar uns, matamos outros. 

Tocar em feridas não curadas, além de machucar, infecciona. A Bíblia diz em Eclesiastes 3.5 “Há tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar”. Como alguém que também visita presídios e também prefere não saber o que se fez, cheguei a conclusão de que somente Deus tem estrutura para ouvir confissões dos pecados sem se abater por eles. 

Mesmo sendo todos nós pecadores, nossa estrutura psicológica não tolera certas (erradas) coisas. O princípio de Mateus 6.1-18 se aplicaria bem aqui. Claro que ele, o Suzy (sim ele é homem e não ela), assim como o ladrão na cruz pode ser perdoado e até herdar o paraíso se houver arrependimento verdadeiro e reconhecimento do Senhorio de Cristo. 

Mas ainda assim ele será crucificado (condenado) e poderá até morrer na cruz (cadeia). Cristo perdoa, as consequências ficam. Devem ficar. A dor é um caminho muito eficaz para a reflexão. Conclusão: Abraço muito bem dado e inoportunamente exibido. 

Pr. Jader Medeiros
Igreja Batista do Amparo
Paraíba, Brasil

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