Ao examinarmos as coisas que estão diante de nós sob a luz da Palavra de Deus, o meio cibernético nos salta ao entendimento e desnuda-se acerca do papel que vem desempenhando na sociedade. A chamada inteligência artificial através das redes sociais tem se notabilizado pelo seu obscurantismo macabro de polarização política e fake news, quebrando o respeito entre as pessoas e dividindo nações, exercendo uma espécie de governo único sem regras nem controle. Manipula sutilmente as pessoas, conduzindo-as a pensarem e a agirem como zumbis digitais sob o comando dos algoritmos, com o objetivo de vendê-las como produtos aos seus parceiros, num comércio satânico e encoberto às vistas das suas próprias vítimas.

“E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio” (Apocalipse 13.2 | ARC).

A internet, através das redes sociais, tem se apresentado espiritualmente no papel da besta. “E a besta que vi era semelhante ao leopardo.” As principais características do leopardo são a força, a resistência, a mobilidade e a agilidade, coisas vistas nessas plataformas. O mesmo versículo diz que os pés da besta são “como os de urso”, pesados e macios; sem alardes, deixam rastros marcados por onde passam. A boca da besta, segundo o versículo, é “como a de leão”. Tem o poder de estrangular. “E o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” O dragão é uma figura bíblica de Satanás, que deu a esses mecanismos de redes sociais grande poderio para manipular as pessoas e governar sobre elas de forma subliminar. Com ofertas de curtidas, comentários e compartilhamentos, produzem emocionalmente uma espécie de dopamina viciante para manter altos faturamentos com superestruturas tecnológicas à custa de pessoas escravizadas.

Recentemente foi lançado um documentário, “O Dilema das Redes”, que traz uma amostra do mal que está por trás das redes sociais. É bem verdade que o documentário traz uma visão simplista da nocividade real dessas plataformas, embora bastante impactante, sobre o ambiente macabro do Vale do Silício. É uma narrativa do mal do ponto de vista sociológico, psicológico, de interesses econômicos e financeiros, da manipulação das pessoas com consequências emocionais altamente destrutivas à humanidade. Vale a pena assistir.

Contudo, sabemos que os que buscam ao Senhor enxergam nitidamente os ardis de Satanás por trás de todo esse arcabouço. Mesmo o pessoal que está no comando dessas redes sociais e que crê em suas inteligências usurpadoras não sabe que é vítima também, que está preso nas mãos do diabo e que se encontra nos porões das trevas sob o domínio de Satanás, ainda que tenha como o álibi o ganhar muito dinheiro, em troca da sujeição espiritual a Lúcifer. São pessoas que foram condicionadas pelo sistema ganancioso do mal. Elas pensam que conquistam, mas cada vez mais adentram numa atmosfera sombria sob o domínio da besta.

“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias” (Apocalipse 13.4-5a | ARC).

“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder.” Percebemos nos manipuladores das redes sociais mentes dominadas, embebidas e entorpecidas pela adoração ao dragão e à besta, o que os faz pensar que o mundo tenebroso e demoníaco ao qual estão sujeitos tem poder irresistível. “Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?” Quem é maior que a internet? Pensam assim, muitos creem dessa maneira. Foi-lhe dada boca para proferir grandes coisas segundo o entendimento do mundo e para se apresentar com palavras e atitudes que insultam a santidade do Todo-Poderoso Deus. “E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias.” Não terão um fim agradável. Quem pode se contrapor a Deus e prevalecer?

“E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Apocalipse 13.6 | ARC). A besta está com a boca aberta, mas tem os dias contados para se calar para sempre. Que cada um de nós saiba identificá-la e, ao invés de adorar a besta, que a sujeite debaixo dos nossos pés em nome de Jesus. As redes sociais, para muita gente, têm assumido o lugar do Senhor, tem ocupado a maior parte do tempo de um grande número de pessoas. Muitos não sabem mais viver sem esse lodo de engano. Porém, se clamar a Deus em nome de Jesus será salvo do domínio da besta.

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8 | ARC). Porém, com as Suas ovelhas o Senhor fará um concerto de paz e eliminará a besta do meio do Seu povo. “E farei com elas um concerto de paz e acabarei com a besta ruim da terra” (Ezequiel 34.25a | ARC). A sua e a minha aliança é com o Senhor Jesus, no discurso e na prática.

Para concluir, pedimos: reflita, pense sobre sua conduta diante de Deus e dessas influências obscuras do mal. Volte-se tão somente para o Senhor Jesus. “Se alguém tem ouvidos, ouça” (Apocalipse 13.9 | ARC). Amém.


Na alegria do Senhor, que é a nossa força,

Abdias Campos, servo do Deus vivo