Saulo de Tarso, antes de se tornar o apóstolo Paulo, era um religioso zeloso para com os fundamentos da sua religião. Temia a Deus do seu modo, como todo fiel religioso, mas não se submetia a Jesus Cristo, não se submetia à Palavra de Deus com entendimento, como é o caso de todos aqueles que se apegam a uma religião e não ao Senhor Jesus. Era um homem inteligente, mas não alcançava a plenitude do conhecimento do Pai, porque a inteligência do homem não tem poder para conduzi-lo à graça. Não compreendia o Salvador, e O perseguia, prendendo os que já haviam se submetido a Jesus e consentindo na morte deles.

“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote” (Atos 9.1 | ARC).

Atente ao que está escrito no versículo acima: Saulo respirava AMEAÇAS E MORTES. Respirar é vida. Saulo vivia ameaças e mortes. Comumente as pessoas religiosas vivem no seu dia a dia o tormento interior de ameaças e mortes. Saulo foi ao sacerdote, outro que se baseava em doutrinas de homens, como todos os sacerdotes de ofício religioso, para pedir cartas que o credenciariam a prender os cristãos de Damasco. Entretanto, Deus já o havia escolhido para anunciar o evangelho de Jesus Cristo, o Salvador.

Embora fosse de maneira errada, sem entendimento, Saulo demonstrava amor e zelo à obra de Deus. Deus olha o coração. O que lhe faltava é o mesmo que falta a muita gente que está presa às religiões nos dias atuais: era o ENCONTRO COM O SENHOR JESUS. Quando nós nos encontramos com o Senhor Jesus, a religião cai. Caiu na vida de Paulo, caiu na minha vida e na vida de todos os que já se entregaram ao Senhor Jesus.

Porque a religião, enquanto instituição, é criação do homem, não de Deus. O homem a criou para dominar o homem, sujeitando-o às suas próprias doutrinas, em muitos casos usando o nome de Jesus como falsa ligação com Ele. Contudo, o Senhor Jesus identifica os religiosos deste modo: “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15.8 | ARC). E declara de maneira incisiva que esse tipo de adoração não é aceito por Ele, tornando-se inútil na vida daqueles que assim procedem, porque é doutrina de homens. “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.9 | ARC), doutrinas que são normas dos homens.

O religioso Saulo, depois do encontro com o Senhor Jesus, tornou-se o apóstolo Paulo, enviado a pregar o evangelho aos gentios, aos reis e ao povo de Deus. “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (Atos 9.15 | ARC).

A partir do seu encontro com Jesus, Paulo se torna um novo homem, de profundo conhecimento das coisas espirituais e não mais religiosas. Amigo, Jesus quer transformá-lo como transformou Saulo e tantos outros.

Tempos depois, o apóstolo Paulo, completamente envolvido pelo Espírito Santo de Deus, agradece ao Senhor Jesus por tamanha transformação em sua vida, por ter lhe dado conforto, retirando-o do ambiente de ameaças e mortes para o Reino de amor e paz: “E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério, a mim, que, dantes, fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade. E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo” (1Timóteo 1.12-14 | ARC). O Senhor Jesus não faz diferença de pessoas. O que Ele fez com Paulo faz com você. O Senhor tem um plano exclusivamente para a vida de cada um; se ainda não veio, venha buscar o seu. Depois você verificará surpreso o quanto Deus fez por você. Amém. Aleluia.

Na alegria do Senhor, que é a nossa força,

Abdias Campos, servo do Deus vivo