Lembro-me de que, por tradição, sempre que morria alguém conhecido, e a mim era noticiada a sua morte, eu falava duas frases do inconsciente popular que são repetidas por muita gente até os dias de hoje: DEUS SE LEMBRE DA ALMA DELE, ou dela, naturalmente, e DEUS O TENHA, ou a tenha, NUM BOM LUGAR. É como se isso fosse a parte que me cabia fazer – encomendar a Deus a alma dessa pessoa que morrera. Agora era com Deus; Ele que Se virasse para atender a minha curta oração feita sem entendimento bíblico algum.

NÃO SE ORA PELOS MORTOS. Não se muda a sentença após a morte. “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hebreus 9.27 | ARC). Não existe, na eternidade, uma sala de espera para os mortos até o momento do juízo; ele é executado imediatamente depois da morte. Juízo é o mesmo que sentença. É o que está escrito na Bíblia Sagrada. “Vindo, depois disso, o juízo”, vindo logo o juízo depois da morte.

A oração não vai mudar a sentença dos mortos. No momento da morte, o destino da pessoa já está definitivamente definido pela sua escolha em vida. Ou ela estará no descanso eterno, na presença do Pai, por ter sido salva em vida, ou estará no tormento eterno do inferno.

Para os que vivem na terra, o Senhor levantou pregadores a anunciarem a reconciliação com Deus pelo arrependimento dos pecados, para que sejam salvos. Sendo salvos, quando fecharem os olhos aqui na terra, não precisam mais de oração, porque os abrirão na eternidade com o Senhor. Nós que pregamos a Palavra de Deus somos obrigados por ofício a fazer chegar a cada um, pelas Escrituras Sagradas, o plano de salvação do Senhor Jesus para a humanidade pecadora. A escolha feita pelas pessoas em dar ouvidos ou não à pregação da mensagem de Cristo define a sentença final.

“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Apocalipse 14.13 | ARC). Os que morrem no Senhor morrem servindo a Ele, e as suas obras os seguem como testemunhos de que morreram no Senhor. Não existe faz de conta no Reino de Deus; tampouco a oração depois da morte muda a sentença final. “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor.” Os que entregaram a vida ao Senhor Jesus, e passam a viver conforme os Seus ensinamentos, vivem no Senhor e, quando morrerem, morrerão no Senhor. Pertencer a uma religião por tradição ou escolha própria não significa viver no Senhor.

Na parábola do homem rico e Lázaro, narrada pelo Senhor Jesus em Lucas 16.19-31, o Senhor nos deixa bem claro que depois da morte a sentença é imutável, e é dada de acordo com a escolha que foi feita antes, ainda em vida.

Ore pelos que estão em vida, lute em oração para que se arrependam dos seus pecados e sejam salvos, aceitando a Jesus Cristo como seu Salvador e confessando-O como Senhor da sua vida, descendo às águas do batismo do arrependimento e vivendo em obediência à Palavra de Deus.

Dessa forma, quando morrerem, estarão com Cristo eternamente e serão ainda mais bem-aventurados. Pois este é o desejo daquele que é salvo.  “Desejo partir e estar com Cristo, o que é infinitamente melhor” (Filipenses 1.23b | KJA). Quando a pessoa morre no Senhor, ela vai para uma condição incomparavelmente melhor; não necessita mais de oração. É nossa obrigação agir de acordo com a Palavra de Deus e viver a vida com felicidade plena por compreender as Escrituras, cumprindo os dias na terra até a eternidade com Deus. Aleluia. Amém. Glórias ao Rei Jesus, nosso Salvador!


Na alegria do Senhor, que é a nossa força,

Abdias Campos, servo do Deus vivo