Contemplando a bondade infinita de Deus durante toda a sua existência, e percebendo a sua idade avançada, o salmista Davi declarou o que havia constatado:

“Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmo 37.25 | ARC).

O justo a que se refere o versículo não é aquele que se acha justo, mas o que vive pelos ensinamentos do Senhor Jesus e nEle foi justificado. Leia, releia e medite, porque esta é a mensagem de Deus para você neste momento: “Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão”. Essa mensagem não envelheceu nem está vencida. A verdade nela não se altera; foi ontem, é hoje e será para todo o sempre.

“Fui moço e agora sou velho.” Os anos vão passando na vida das pessoas e, com o passar do tempo, as coisas sofrem transformações. Mudanças acontecem no seio familiar, profissional, social, “mas nunca vi desamparado o justo”. O desamparo do justo é impossível de ocorrer, “nem a sua descendência a mendigar o pão”. Os seus descendentes são herdeiros da promessa também; é para o justo e a sua casa.

Os direitos do justo estão em vigor e disponíveis para o uso, com poder para mover toda e qualquer estrutura contrária à justiça divina, quer seja na área espiritual quer seja na parte física. O ambiente apropriado para julgar qualquer circunstância é na presença de Deus. A oração e a confissão são os recursos a serem usados. A confissão, neste caso, não se trata de confissão de pecados, porque o que pratica a justiça não está mais em pecado. A confissão a que nos referimos é a confissão de fé; é a citação das promessas de Deus acerca dos assuntos da vida. Na confissão, falamos em alto e bom som o que a Palavra diz a nosso respeito.

Aproveitando o que está escrito na passagem em estudo, em qualquer situação que tente colocá-lo na condição de desamparado você pode confessar: “Nunca vi desamparado o justo”. Pode emendar isso com outras confissões, como: “Se o Senhor é por mim, quem será contra mim?” (Romanos 8.31); “Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho” (Salmo 18.32 | ARC); “O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” (Salmo 27.1 | ARC); “Em todas estas coisas eu sou mais do que vencedor” (Romanos 8.37). A confissão não é uma reza. Portanto, não é só falar e falar, mas fazer a declaração de execução com entendimento. Você crê e fala, você fala e crê. “E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri; por isso, falei. Nós cremos também; por isso, também falamos” (2Coríntios 4.13 | ARC).

A boa notícia para quem se vê sem condições de se tornar um justo, porque já cometeu muita injustiça, é que quem o justifica é o Senhor Jesus e não você. Basta que você O receba como Senhor e Salvador da sua vida, se ainda não O recebeu. Então, o sangue imaculado do Senhor o limpará de toda injustiça.

Que a prática da Palavra de Deus viva acesa em seu coração e que suas conquistas no Senhor sejam sem medida, porque isso alegra o coração do Pai. Amém.


Na alegria do Senhor, que é a nossa força,

Abdias Campos, servo do Deus vivo