Jejuar é retirar a comida e a bebida, em parte ou totalmente, durante um período determinado. Pode ser por algumas horas (uma refeição), ou por um dia completo (todas as refeições do dia), ou mesmo por mais de um dia, conforme o Espírito Santo conduza a pessoa a proceder.

Jejuar não é uma demonstração de espiritualidade nem tampouco é uma moeda com a qual se compra bênçãos do céu. Não é um teatro; por isso, devemos ter o cuidado de não manifestarmos esse momento particular com Deus a mais ninguém. “Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mateus 6.17-18 | ARC). Quando o Senhor Jesus nos diz para jejuar ungindo a cabeça e lavando o rosto é o mesmo que dizer: apresente-se com bom ânimo durante o jejum, feliz, de cabeça erguida para que ninguém perceba, e não de modo abatido, chamando a atenção dos outros para si.

O jejum não faz Deus melhor para conosco; Deus é bom o tempo todo e em todo o tempo. Independente de jejuarmos ou não, Ele continua sendo o Todo-Poderoso e amoroso Pai. O jejum nos ajuda a quebrarmos a nossa própria carne e, por conseguinte, a fazer com que o nosso espírito se torne mais sensível às coisas de Deus.

No combate da carne contra o espírito ou do espírito contra a carne (Gálatas 5.17), o jejum auxilia a vencermos a carne e, em espírito, despertarmos em nós a fé, para a oração e para a meditação da Palavra de Deus. É um recurso que devemos buscar, se a presença do Senhor Jesus não estiver prevalecendo em nós. Entretanto, para manutenção da sujeição da carne ao espírito, é salutar que mensalmente se faça um período de jejum, mesmo para os que se acham fortes na fé.

“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão” (Mateus 6.16 | ARC).

Quando alguém faz alguma coisa de cunho espiritual, mas com a intenção de ser visto pelos homens, esse alguém perdeu a recompensa do Pai. O fato de se deixar notar pelos outros, para que reconheçam a sua atitude, já é o seu galardão.

O jejum nos liga ao que é concernente a Deus se não perdermos o foco. Servindo ao Senhor, jejuando e orando, a consequência dessa maneira de viver é sempre alcançarmos um estado bem mais elevado. Ao nos encontrarmos sensíveis ao Espírito Santo de Deus, compreenderemos a direção do Senhor para os nossos próximos passos. “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” (Atos 13.2-3 | ARC).

Andar em espírito nos faz entender e cumprir a vontade do Senhor Jesus. Alcançar a vontade de Deus e realizá-la nos faz receber recompensas infindas do céu aqui na terra. Viver submetido à Palavra do Senhor é encher-se de sabedoria divina e enriquecer-se de poder e luz. O jejum nos ajuda a alcançar tal dimensão. Que Deus o abençoe com mais entendimento, em nome do Senhor Jesus. Amém.


Na alegria do Senhor, que é a nossa força,

Abdias Campos, servo do Deus vivo