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"Candidato atento percebia que assunto caminhava para desigualdade", destaca professora que deu dica certeira sobre redação do Enem


Os candidatos que encararam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último domingo (05), e que estavam atentos aos temas da atualidade, não estranharam o tema da redação, especialmente se eles atentaram para a dica certeira da professora Amanda Conceição publicada no ClickPB na semana passada. Abordar a desigualdade de gênero, para ela, não foi surpreendente.

"Foi um tema pertinente ao cenário social que o Brasil se encontra. O candidato que estava atento aos últimos acontecimentos nacionais, percebia que tudo encaminhava para o assunto da desigualdade de gênero que tanto insiste em prevalecer nas classes sociais das mais diversas. A todo instante as notícias policiais mostram como as mulheres, meninas permanecem sofrendo violência das mais diversas, inclusive dentro das suas próprias casas, onde elas estão sobrecarregadas com afazeres domésticos, cuidados com crianças, idosos, e consequentemente, sem receber a devida remuneração por tanto trabalho e esforço", explicou Amanda Conceição.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem seguido essa linha de redações com cunho social nos últimos anos e, conforme a professora Amanda, a decisão se repetiu este ano.

"Eu costumo dizer para os meus alunos que o Inep, que é o Instituto responsável pelo Enem, a cada ano, faz um mapeamento da situação social do Brasil. Sequencialmente, há um levantamento das causas sociais mais em voga no cenário nacional, e as áreas Educação, Saúde e Segurança jamais passam despercebidas pelo Instituto, pois são elas que sustentam uma sociedade harmonizada em acordo com os Direitos Humanos. Consequentemente, quando uma dessas áreas está em desequilíbrio, traz um cenário caótico, chamando a atenção para pesquisas, estudos, debates sobre a problemática", esclareceu.

Para Amanda Conceição, com essa linha de pensamento adotada pelo Inep é importante que o estudante perceba a necessidade de desenvolver um senso crítico.

"O estudante precisa entender a seriedade do tema escolhido, pois é algo que o inclui a todos nós. Mesmo jovem, e a maioria dos candidatos são jovens, ele precisa desenvolver seu senso crítico em relação à organização social, e que qualquer forma de desrespeito, maus tratos ao ser humano, precisa alertar sobre a necessidade de mudança e resolução para a problemática. Dessa forma, o Enem possibilita aos órgãos educacionais do país avaliarem a mentalidade das gerações que estão adentrando nas universidades públicas e particulares do Brasil", concluiu.

Por Nice Almeida/ClickPB

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