Em decreto publicado no Diário Oficial da União, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para proteger a sede do Ministério da Educação (MEC) nesta sexta-feira 14 – data na qual centrais sindicais convocaram uma greve geral em todo o país, que prevê também a realização de atos contra políticas como a reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas para o ensino.

De acordo como o texto assinado por Moro, o reforço de segurança atende a uma solicitação do próprio MEC e visa “a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, na defesa dos bens e dos próprios da União”. A sede do ministério está localizada no Bloco L da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A medida repete decisão tomada em 30 de maio, quando ocorreram manifestações em todo o país contrárias a políticas educacionais do governo Jair Bolsonaro, especialmente ao contingenciamento de verbas na área. Não foram registrados incidentes contra a sede do MEC, que contou com o apoio da Força Nacional na ocasião.

No decreto desta sexta-feira, o ministro diz que o apoio à segurança pode ser prorrogado em caso de nova solicitação do MEC, comandado por Abraham Weintraub.

Em todo o país, trabalhadores do setor de transporte, bancários e professores anunciaram que vão aderir à greve geral de 14 de junho, cujo principal foco é a oposição ao projeto de reforma da Previdência.

Motoristas, cobradores, metroviários, ferroviários, portuários e demais categorias ligadas ao ramo do transporte de diversos estados já aprovaram a adesão em assembleia, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Nas principais capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro), os trabalhadores do transporte prometem cruzar os braços.

MSN Notícias